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[Talento]

Janeiro 24, 2007

Minha definição: “Algo que um ser (asmático ou não) tem facilidade em fazer bem feito“. Fazer algo de forma bem feita, normalmente obtém resultados desejados e como consequencia, gera prazer individual.

As pessoas nascem com [Talento]s “inputados” em seus cérebros. Não quero questionar muito sobre as origens desses [Talento]s. Podem ser aprendizados de vidas passadas, ou um presente Divino, ou a genética, ou até mesmo o fenômeno da Tábua Rasa.

Existem pessoas que tem o [Talento] de aprender idiomas de forma rápida e eficiente. Vejo isso claramente na minha família. Adoramos idiomas mesmo que não os utilizemos. Minha mãe é o icone representante da turma: Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, e Português. Largou da sua carreira de enfermeira e professora universitária para lecionar espanhol em sua pequena escola em Poços de Caldas.

Já outras tem o [Talento] matemático (rima pobre com asmático). Vêem o mundo com o formato numérico. Parte da minha família é assim. Vejo meu ilustre pai como representante desta categoria. Dai você pode derivar para a Computação onde podemos enquadrar o meu irmão e quem sabe eu mesmo.   

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 E quanto ao [Talento] da direção de veículos? Isso implica em uma boa orientação geo-espacial. Saber o tamanho dos carros, saber equacionar tempo com velocidade. O Tavio é um bom exemplo na parte espacial, mas na questão de localização… bom, deixo isso para o meu irmão que é uma bússola ambulate.

Existem milhares [Talento]s. Vocês não aguentariam ler um livro post. Nem ao menos sei se vocês vão aguentar ler este post até o fim.

Sempre me pergunto: “Se eu não tenho o [Talento], vale a pena eu tentar fazer uma coisa que não sou bom?”. Minha professora de administração sempre dizia “usem todas suas forças no que sabem fazer de bom… não gastem tempo com o que não tem [Talento]“.

Sou um computólogo (termo para quem fez Ciência da Computação) asmático e sei fazer bons programas. Não faço os programas exemplares, mas faço bons programas. Me sinto tão pequeno perto do Rogério e da Fabiane. Eles tem o [Talento] na veia. Tem muita facilidade. Gosto sim de programar, mas não tenho a facilidade que meu companheiros de trabalho tem. Admito, sou muito dedicado e acabo aprendendo na marra… mesmo demorando um pouco.

Tenho um carro, e sei dirijir.  Tento ao máximo superar meus limites. Mas meus limites são definidos de uma forma muito clara: entro em pânico. Tenho vontade de largar o carro da forma que estiver. Também fico mega perdido com a questão de espaço, tempo e velocidade. Não sei onde o carro começa, nem onde termina. Bom nessa questão de limites, acredito que vou me dar bem em uma moto. Quero sim experimentar para ter parâmetros concretos de escolha. Apesar de não ser o meu [Talento], não pretendo desistir. Ainda mais que vi (graças ao meu amigo Bode) que eu tenho que aprender isso sozinho e no meu tempo. Sempre fiz tudo sozinho… por que nessa eu não fiz? Espero que um dia entendam que esse processo para mim é muito lento e doloroso, diferente da maioria das pessoas.

Ser professor é algo que me dá muito prazer. Na época que dava aulas na Uniban, eu saia super feliz das aulas. Minha maior tristeza foi fazer a escolha do Mestrado e ter que largar as aulas. Estou me dedicando no mestrado para mergulhar em definitivo no meu sonho. E espero e desejo que Dar Aulas seja realmente um [Talento] meu.

Ainda não tenho uma resposta clara para a pergunta que coloquei no sétimo parágrafo. Sempre me questiono isso quando sinto o desnível intelectual no trabalho, ou quando não consigo tirar o carro da garagem. Vale a pena esse esforço?

Só sei que HOJE QUERO buscar pelo que me dá mais prazer. Mais prazer do que o alívio proporcionado com a bombinha. Já gastei 27 anos, e não posso gastar mais tempo com coisas que não gosto ou que no final me deixam triste.

Como minha amiga Mah diz: Carpe Diem.

“Carpe diem quam minimum credula postero”

5 comments

  1. Adorei esse texto! Muito bom mesmo, não consegui parar de ler um segundo.
    [Talento], dom, seja lá como for, eu acho que nasce com a pessoa. Você já deve ter ouvido a expressão: “Fulano nasceu para fazer isso”. Todos nós temos o nosso [Talento] para determinada coisa, mas isso não significa que a gente não possa fazer as outras coisas também, afinal existe o chamado aprendizado. Se insistirmos, com certeza, vamos conseguir. É assim com a programação, com dirigir, com todas as coisas que você acredita não ter [Talento], é uma questão de lutar para conseguir.
    Eu, por exemplo, tenho o [Talento] de comer esse Talento aí da foto, faço isso como ninguém….rsrs…
    E como amiga ciumenta que eu não sou, já que você citou quase todos os seus amigos e família no post, menos a Fefa, posso te garantir que eu tenho o [Talento] de estar ao seu lado no carro e não te deixar em pânico! :D

    Brincadeiras a parte, seu texto está muito bom!

    E Carpe diem sempre!

    PS: Desculpa o tamanho do coment!

    Adorei o seu mega post. Acredito que podemos fazer o que queremos. Mas é complicado você lidar com os sentimentos quando você está em um meio [Talento]so e você não o tem.

    Brigadão! E.. Beijos!


  2. Ora ora ora, mas o que vejo aqui? Um post GRANDE! Haha! Tá vendo só? ;) E eu li até o fim, tá!

    Não sei se sou egocêntrico, ou se é porque fiquei feliz que ajudei a inspirar a Fê no primeiro post do novo blog dela… mas desconfio que esse post seu também teve a ver com uma conversa que eu e vc tivemos brevemente, da última vez que nos vimos! Confere? ^_^

    Bem, eu me limito a comentar duas coisas:

    1) Vc sabe que existem aulas especiais de direção, específicas para quem tem pânico, não é? Acho que é o caso, hein!

    2) Vc esqueceu de falar do seu assombroso talento de memória infalível, hehehe!

    Abração, Ri!

    Meu querido amigo Dri!

    Este post ficou assim porque e internet ficou fora a tarde inteira. E aqui dependemos muito da Tia Net.
    O post foi criado por duas coisas: 1) Pelo que você vivenciou no sábado e, depois pelo meu sentimento de desnível mental perto da Faby e do Rogger.

    É tão complicado achar e assumir Talentos.

    Grande Abraço!


  3. Rih,

    Talento TODOS nós temos, cada um desenvolve mais ou menos pra determindas coisas.
    Conversamos sobre isso, e quando eu falei sobre meu “talento” de cantar, acabei não terminando, mas creio que já falei isso com você.
    Quando comecei no coral, em 1999 eu era um NADA, não tinha talento algum pra cantar, força de vontade eu até tinha. Pensei em desistir, mas o maestro disse que minha voz era boa e que bastava trabalhá-la. Foram 6 (seis) meses “brigando” com esse talento que estava guardado. Hoje ADORO cantar e sei que esse talento não será perdido, basta só treiná-lo novamente.
    Acho que é isso!!!
    Fica bem SEMPRE.
    Abração pra ti.

    Sim, concordo com você! E como você diz, “cada um desenvolve mais ou menos pra determindas coisas”.

    Obrigado pelo seu comentário. Espero que você esteja presente sempre por aqui. Veja que é uma oportunidade de grande valia.

    Grande Abraço.

    ROMAMAT


  4. Eu acho que Tem sim os Talentos natos e os Talentos adquiridos.
    Tenho vários dos dois. Nasci pra fazer sexo! Risos! Esse é um talento Nato.
    Nasci pra dirigir, é onde sinto mais prazer sem ser na cama! Nato também!
    Mas trabalhar, programar, e essas coisas eu tenho facilidade sim, jogo de cintura por assim dizer! Mas são talentos mais adquiridos.
    Depois do AVC eu tento fazer tudo de tudo que gosto e aproveitar as coisas que faço até o talo.
    Isso não tem a ver com idade nem tempo Ricky!
    É simplesmente a constatação que não vale a pena se não for assim.
    Já te falei que você se sub-estima as vezes. Você é super capaz de fazer aquilo que você quiser fazer! Seu tempo é seu tempo e é só isso que você têm que se dar!
    Mande o mundo ir a merda mais! Seu tempo é o que importa! Seu Time de fazer as coisas!

    Há, também encontrei o talento do Sexo! :) Muito bom por sinal!
    Aos poucos estou adquirindo o talento de mandar o Mundo se Foder.

    Obrigado pela sua força!

    Grande Abraço.


  5. Gostei muito do texto, Rick…
    Acho que vale sim à pena se esforçar também no que você não tem talento, pois ou você pode vir a tê-lo, ou será razoavelmente bom, ou será feliz porque tentou até os últimos instantes.
    Sinceramente, acho “mó” difícil me auto-examinar, sabe? Ver minhas qualidades, talentos, coisas que gosto… tenho que desprender de um tempo muito grande para conseguir fazer isso… Os defeitos, eu acho todos eles num instante; já os talentos…
    Mas acho que seria um bom exercício pra mim… qualquer dia desses…

    Tá ai um tarefa legal: Encontrar pontos positivos (para desenvolver mais) e os negativos (para arrumar).

    Obrigado pelo apoio!

    E grande beijo… com todo o respeito do seu futuro marido!


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