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[Speculu]

fevereiro 9, 2007

Espero que o meu grupo pequeno de leitores e sempre amados por mim não se assustem com o pequeno tamanho deste texto. Meu atual dia-a-dia não está me permitindo a dedicação por mim desejada.
 
Sextas-feiras são dias muito especiais. Acordar sabendo que no final do dia você inicia o seu processo mágico de fim de semana sempre me deixa muito alegre. Sim, poder encontrar os que amamos, poder fazer o que queremos e na hora que desejamos, não ter hora para acordar, não ter obrigações! Tudo isso é maravilhoso para quem tem uma dedicação exclusiva para o trabalho e para os estudos. Das 7 às 23 fora de casa todos os dias. Rotina atípica para muitas pessoas. 

Enfim, hoje, nesta sexta feira acordei de cabeça fresca e consegui integrar minhas observações diárias. Minhas observações vem dos meus sentimentos que são tão poderosos que você de forma automática os somatiza. Felizmente como [um ser asmático], a asma nunca se somatiza nesses casos. Torna-se necessário identificar estes sentimentos. E acreditem esta etapa é deveras lenta, visto que, viajar pelos sentimentos e racionaliza-los não é um processo fácil e poucos o fazem. O faço pois posso tomar decisões racionais e conscientes.

Me dedico para respeitar e amar as pessoas que convivem ao meu lado. Respeito a opinião, o tempo/rotina, a distância, as necessidades alimentares, as restrições econômicas e familiares. Respeito a preguiça. Sou insistente pelo meu desejo da presença de quem amo, mas não obrigo. Desejo que todos sempre fiquem bem e sempre apoiarei a sua escolha. Não vanglorio a escolha não feita, visto que meu tempo não foi perfeito pois quem eu queria não estava. 

E este é o ponto racional de minha observação. Por que uma amostra de pessoas tanto vangloriam os caminhos que outros não puderam ou optaram por não seguir? O que desejam mostrar? 
Fica a pergunta nascida de meus sentimentos e que todavia não tenho resposta. Será que é necessária uma resposta? Sei que isso é o reflexo do speculu dos sentimentos alheios por mim.

Speculu

“Ame ao próximo como a ti mesmo.”

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[Felicitate]

janeiro 26, 2007

Pulo da questão do Talento e vou para a felicidade. Acredito que o post anterior ficou com aspecto negativo para meu pequeno público leitor. O âmago do texto é retratar um questionamento meu diário.

E aproveitando o convite feito por meu amigo Bode, vamos filosofar sobre uma questão popular: “Você é feliz?”.

Vamos para definições: Felicitate é a origem da palavra Felicidade. É um substantivo feminino. Uma qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento: “Felicidade! Felicidade! Ou Bom êxito; êxito, sucesso ou ainda, boa fortuna; dita, sorte.

Qualidade, acredito sim que a felicidade é uma qualidade. Se não fosse, ninguém a iria querer.

 Na questão do Estado Feliz… estado é temporário. Nem sempre estou feliz. Ora seja por problemas da carência de Talentos desejados ou por acordar com as malditas dores de cabeça da falta de respiração noturna. Bom, tem horas que estou feliz. Hora por algum reconhecimento ou simplesmente o ar ter um cheiro bom, ou o cobrador do ônibus com uma vida simples foi atencioso e estava sorrindo.

 Na palavra Sucesso – essa palavra vai alem para mim, significa suceder no tempo. Um exemplo Jesus ou Mahatma. Sempre falamos e falaremos de ambos. Eles marcaram no passado, e marcarão pelo futuro. Ainda não fiz nada para ser lembrado posteriormente. Não inventei a comida que faz os sobre peso emagrecer; não desvendei a cura definitiva da asma; ou não criei o tele – portador em casinhas de cachorro. Essa questão é pitoresca, pois observo a casinha do meu irmão caninho… e de imediato imagino um tele – portador entre a casa do meu pai e a casa da minha mãe.

E sobre a fortuna. Tenho um bom salário. Não posso de forma alguma reclamar. Meu número na numerologia é Oito “É um número prático e pertencem as pessoas sucedidas e organizadoras que se dão bem em negócios. São pessoas que trabalham duro em ambos os aspectos: material e espiritual”. Creio que fico muito feliz em ter a norminha, ou o PS2, mas é felicidade momentânea. E na maioria das vezes, o mais gostoso e prazeroso é aguardar pelo novo brinquedo. Depois me vem a sensação de objetivo realizado e de imediato um vazio buscando um novo objetivo. Isso se torna cíclico e parece que preciso encontrar algo que não existe e que nem tenho idéia do que seja.

Se eu analisar matematicamente todos esses ESTADOS(90%), SUCESSO(0%) e FORTUNA (80%) obtenho a média de 56, 67%. Se eu seguir a lógica binária, posso dizer que SOU FELIZ. Se eu seguir a lógica fuzzi, significa que tendo para a felicidade. Observem que este resultado foi alterado drasticamente pelo meu insucesso.

E assim deixamos um questionamento: “Para ser feliz preciso de sucesso?”.

Assim acabei alterando o formato do convite feito pelo meu amigo Bode: “… indico a Fefa e o Ricky a continuarem as cinco coisas deles”. Isso por que não consigui encaixar o formato proposto com o deste blog. Desde já comunico que me sinto muito horando com o convite.

Aqui estão SEIS motivos da minha completa felicidade (Não sou feliz 100% do tempo porque como a própria definição acima, felicidade é um ESTADO):

Conquistas Pessoais e Profissionais: Ser reconhecido por um bom trabalho, ou conquistar um objetivo (meu projeto de mestrado ser aprovado pelo Comitê de Ética).

Sonhar: Imaginar e viver meus castelos nas nuvens. Eles são meus próximos planos. É tão bom flutuar sobre o futuro.

Minha Família 1: Estar com eles me gera momentos de muito carinho e saber que alguém irá compreender melhor os meus sentimentos. Estes sentimentos são muito complexos. Será que é pelo meu signo cuja frase representativa é “Eu sinto”?

Minha Família 2: Não consigo imaginar o que seria da minha vida sem a existência desta pessoa hoje tão importante para mim. Apesar de sua teimosia, e alguns pequenos defeitos (que todos nós temos) não existe entidade melhor para caminhar junto pela vida. O rumo teria sido tão distinto.

Bombinha: Minha amiga e companheira dos momentos mais angustiantes. Ela em questão de minutos retira o todo o meu sofrimento respiratório.

Momentos com meus amigos: conversar, jogar, comer e beber. Minha natureza é predominantemente individual, mas necessito das alegrias que vem com eles.

Minha resposta conclusiva: “Grande parte do tempo estou feliz”.

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[Talento]

janeiro 24, 2007

Minha definição: “Algo que um ser (asmático ou não) tem facilidade em fazer bem feito“. Fazer algo de forma bem feita, normalmente obtém resultados desejados e como consequencia, gera prazer individual.

As pessoas nascem com [Talento]s “inputados” em seus cérebros. Não quero questionar muito sobre as origens desses [Talento]s. Podem ser aprendizados de vidas passadas, ou um presente Divino, ou a genética, ou até mesmo o fenômeno da Tábua Rasa.

Existem pessoas que tem o [Talento] de aprender idiomas de forma rápida e eficiente. Vejo isso claramente na minha família. Adoramos idiomas mesmo que não os utilizemos. Minha mãe é o icone representante da turma: Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, e Português. Largou da sua carreira de enfermeira e professora universitária para lecionar espanhol em sua pequena escola em Poços de Caldas.

Já outras tem o [Talento] matemático (rima pobre com asmático). Vêem o mundo com o formato numérico. Parte da minha família é assim. Vejo meu ilustre pai como representante desta categoria. Dai você pode derivar para a Computação onde podemos enquadrar o meu irmão e quem sabe eu mesmo.   

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 E quanto ao [Talento] da direção de veículos? Isso implica em uma boa orientação geo-espacial. Saber o tamanho dos carros, saber equacionar tempo com velocidade. O Tavio é um bom exemplo na parte espacial, mas na questão de localização… bom, deixo isso para o meu irmão que é uma bússola ambulate.

Existem milhares [Talento]s. Vocês não aguentariam ler um livro post. Nem ao menos sei se vocês vão aguentar ler este post até o fim.

Sempre me pergunto: “Se eu não tenho o [Talento], vale a pena eu tentar fazer uma coisa que não sou bom?”. Minha professora de administração sempre dizia “usem todas suas forças no que sabem fazer de bom… não gastem tempo com o que não tem [Talento]“.

Sou um computólogo (termo para quem fez Ciência da Computação) asmático e sei fazer bons programas. Não faço os programas exemplares, mas faço bons programas. Me sinto tão pequeno perto do Rogério e da Fabiane. Eles tem o [Talento] na veia. Tem muita facilidade. Gosto sim de programar, mas não tenho a facilidade que meu companheiros de trabalho tem. Admito, sou muito dedicado e acabo aprendendo na marra… mesmo demorando um pouco.

Tenho um carro, e sei dirijir.  Tento ao máximo superar meus limites. Mas meus limites são definidos de uma forma muito clara: entro em pânico. Tenho vontade de largar o carro da forma que estiver. Também fico mega perdido com a questão de espaço, tempo e velocidade. Não sei onde o carro começa, nem onde termina. Bom nessa questão de limites, acredito que vou me dar bem em uma moto. Quero sim experimentar para ter parâmetros concretos de escolha. Apesar de não ser o meu [Talento], não pretendo desistir. Ainda mais que vi (graças ao meu amigo Bode) que eu tenho que aprender isso sozinho e no meu tempo. Sempre fiz tudo sozinho… por que nessa eu não fiz? Espero que um dia entendam que esse processo para mim é muito lento e doloroso, diferente da maioria das pessoas.

Ser professor é algo que me dá muito prazer. Na época que dava aulas na Uniban, eu saia super feliz das aulas. Minha maior tristeza foi fazer a escolha do Mestrado e ter que largar as aulas. Estou me dedicando no mestrado para mergulhar em definitivo no meu sonho. E espero e desejo que Dar Aulas seja realmente um [Talento] meu.

Ainda não tenho uma resposta clara para a pergunta que coloquei no sétimo parágrafo. Sempre me questiono isso quando sinto o desnível intelectual no trabalho, ou quando não consigo tirar o carro da garagem. Vale a pena esse esforço?

Só sei que HOJE QUERO buscar pelo que me dá mais prazer. Mais prazer do que o alívio proporcionado com a bombinha. Já gastei 27 anos, e não posso gastar mais tempo com coisas que não gosto ou que no final me deixam triste.

Como minha amiga Mah diz: Carpe Diem.

“Carpe diem quam minimum credula postero”

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[Ser Asmático]

janeiro 20, 2007

Ser asmático é:

1. Não conseguir dormir direito quando você não tem a sua bombinha ao seu lado. Uma bombinha não!, pelo menos umas três. A asma aparece de forma emocional e instantânea.

2.  Praticar natação para aprender a “inspirar pela boca e espirar pelo nariz”.

3. Acordar de manhã com dor de cabeça insuportável por que não respirou adequadamente.

4. Ser alvo de olhares quando você saca a sua bombinha. Cara de espanto de todos.

5. Não poder correr atrás de seus coleguinhas e amigos da escola.

6. Ter um inalador em casa dentro do seu armário do banheiro. Claro que acompanhado de suas ampolas de água destilada, ou o soro fisiológico e seu “Berotec” em gotas.

7. Falando em inalador, ter que ver TV escutando o barulho infernal do aparelhinho. Existem os ultra-sonicos. O meu quebrou.

8. Ir na sua idade tenra para o hospital para aplicar injeções.

9. Ficar viciado na bombina. Uma época, a bombinha durava 1 semana. Hoje, 6 meses.

10. Escutar: “Os asmáticos de hoje são os futuros cardíacos”.

Que meus amigos asmáticos me ajudem a completar a listinha.

E assim nasce o meu blog… como retrato de um sempre [Ser Asmático] que pretende colocar os seus pedaços do passado na forma virtual.

Seja bem-vindo!

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